
Aos onze anos
Os trabalhos de História passaram a ser filmes.
O Pedro gravava, montava no velho programa de edição do Windows e representava. Os professores davam sempre a nota máxima, porque nunca tinham recebido nada assim.
Três filmes, por esta ordem.

Aos onze anos
O Pedro gravava, montava no velho programa de edição do Windows e representava. Os professores davam sempre a nota máxima, porque nunca tinham recebido nada assim.

Aos catorze
O primo Diogo vinha do Algarve passar uns quinze dias a Coimbra. O Pedro filmou-o no quintal dos avós, entre tratores e motas, com a câmara que lá havia em casa. Levou quase um ano a montar. Acabava com um fado.
Nos créditos finais lia-se «produções pedro&diogo.Lda».

Dez anos depois
Voltámos a casa do tio Manel e da tia Maria para lhes perguntar porquê.
Quase lhes mudou a vida. Mexeu com a forma como olhavam para o tempo: o neto ia crescer depressa, eles iam envelhecer, e passou a haver um sítio onde aquilo ficava.
É isso que fazemos hoje, para outras famílias.